A indutrialização foi - talvez só depois do advento da agricultura - a maior revolução por que passou a humanidade. Uma revolução que foi crítica para o polimento do capitalismo & da cultura de massa. Criou novas formas de representar o mundo, abriu o mercado, atingiu todas as pessoas. A massificação das produtos industrializados, sua vizibilidade, bem como a intensa migração do trabalho rural para o urbano tornou possível ampliar a vizibilidade das manifestações artísticas.
O operário, o consumidor, o burguês industrial (financiador da nova arte), todos esses membros da sociedade passam a influenciar as manifestações artísticas. Há uma visível necessidade das novas camadas urbanas de manifestar uma cultura de comunicação, que no campo não existiam. Com a industrialização, não há mais visibilidade da cultura nobre, pro amor platônico, divagações espirituais. Tudo isso dá lugar para a cultura burguesa, social, pro amor familiar & divagações homem-máquina. Ora, essas novas manifestações são resultado direto da industrialização & da nova forma de interação. Comunicação.
Se aliarmos a isso o sentimento de Liberdade trazido pelos ideais Iluministas (Independência Americana, Revolução Francesa, essa coisa toda), pronto: explode mundoafora o Romantismo.
O Romantismo em todas as artes está carregado de indústria, de máquina, de produção em massa. & é fácil de observar isso - principalmente em autores europeus. No Brasil, o romantismo é bastante revolucionário - basicamente por conta das influências externas -, mas não dura muito & logo dá lugar ao parnasianismo (que vingou no país até 1922 - data que coincide com a primeira industrialização vindoura, em São Paulo). Tudo isso é explicável mais adiante.
O que importa agora é sentir a presença poderosa da industrialização na arte ocidental. & vamos começar com os dionisíacos.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
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